AUbisoft tem uma explicação para o lento de seu serviço de NFTs: os games simplesmente não entendem os benefícios.

O VP do laboratório estratégico de inovações da Ubisoft Nicolas Pouard comentou o fato de serviço não ter sido bem recebido desde o anúncio em entrevista ao Finder. “Eu não acho que gamers entendem como um mercado digital secundário pode beneficiá-los,” afirmou.

Pouard foi mais fundo em sua explicação: “Por ora, devido à situação e contexto de NFTs, gamers realmente acreditam que, primeiro, eles estão destruindo o planeta, e, segundo, eles são uma fonte de especulação. Mas o que nós vemos primeiro é o resultado a longo prazo. O resultado a longo prazo é sobre dar aos jogadores a oportunidade de revender os itens deles uma vez que cansaram dele ou terminaram o game em si.”

O primeiro grande anúncio da Ubisoft quando o assunto são NFTs foi o Quartz, serviço de itens cosméticos exclusivos para jogos da companhia, com possibilidade de revenda em marketplaces por criptomoedas. A recepção foi longe da esperada depois do serviço ser incorporado ao game Ghost Recon: Breakpoint, em que três itens NFT limitados foram adicionados ao jogo no lançamento do serviço no começo de dezembro.

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Apesar dos itens serem gratuitos, era necessário alcançar algumas conquistas no jogo para ser possível resgatá-los. Entre os itens estava uma skin “Wolves” para o rifle tático M4A1, que requere que o jogador chegue ao nível 5 de XP no jogo, calças, que exigem 100 horas jogadas, e um capacete, que exige 600 horas em Ghost Recon: Breakpoint.

“Foi uma reação que esperávamos. Sabemos que não é um conceito fácil de entender. Mas Quartz é apenas o primeiro passo que deve levar a algo ainda maior. Algo que será mais facilmente compreendido pelos nossos jogadores,” insistiu Pouard.

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