O Ministério da Igualdade Racial informou, na quarta-feira (24), que entrou em contato com o Google para elaborar, de forma conjunta, um filtro que não permita a disseminação de discursos de ódio, intolerância e racismo.

O que você precisa saber:

  • O Ministério da Igualdade Racial entrou em contato com o Google para elaboração conjunta de um filtro que evite racismo, intolerância e discursos de ódio;
  • A atitude veio após a pasta tomar conhecimento do jogo “Simulador de Escravidão”, que ficou disponível por três dias na Play Store para celulares Android;
  • Além disso, a pasta informou que buscará responsabilização dos desenvolvedores do jogo, por meio do Ministério Público.

A pasta, liderada pela ministra Anielle Franco, tomou a iniciativa após ter conhecimento do jogo “Simulador de Escravidão”, disponibilizado na Play Store, a loja de aplicativos do Google. No game, o usuário assumia o papel de um “proprietário de escravos” e podia castigar pessoas negras ao longo das partidas.

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O jogo

Telas do jogo "Simulador de Escravidão" em celular Android
(Imagem: Reprodução)

No “Simulador de Escravidão”, o jogador era estimulado a obter “lucro” e contratar guardas para evitar rebeliões. Havia até uma opção para que o usuário podia explorar sexualmente as pessoas colocadas sob seu poder no mundo virtual.

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O jogo, que foi retirado do ar na quarta a tarde, mostrava imagens de pessoas acorrentadas, inclusive um homem negro, que aparecia coberto de grilhões em uma estética semelhante a um desenho animado.

O MIR informa também que já tem reunião agendada com a área de responsabilidade do Google para construir uma moderação de conteúdo antirracista, assim como tem feito com outras big techs [grandes empresas de tecnologia] para a construção de um ambiente seguro e saudável na internet.

Ministério da Igualdade Racial, em nota

Além disso, a pasta informou que buscará responsabilização dos desenvolvedores do jogo. “O Ministério Público também será acionado para atuar no caso, de modo que as partes envolvidas no desenvolvimento e na comercialização do produto também sejam responsabilizadas”, acrescenta o comunicado.

Outro lado

Fachada do prédio do Google
(Imagem: Wikimedia Commons)

O Google declarou, em nota, que removeu o jogo da loja de aplicativos e que toma medidas para coibir a incitação ao ódio e à violência.

Temos um conjunto robusto de políticas que visam manter os usuários seguros e que devem ser seguidas por todos os desenvolvedores. Não permitimos apps que promovam violência ou incitem ódio contra indivíduos ou grupos com base em raça ou origem étnica, ou que retratem ou promovam violência gratuita ou outras atividades perigosas.

Google, em nota.

A multinacional de tecnologia diz que está atenta às denúncias de conteúdo impróprio. “Qualquer pessoa que acredite ter encontrado um aplicativo que esteja em desacordo com as nossas regras pode fazer uma denúncia. Quando identificamos uma violação de política, tomamos as ações devidas”, acrescentou a empresa.

Já a produtora do game, Magnus, incluiu na plataforma que o “jogo foi criado para fins de entretenimento” e que condena a escravidão no mundo real.

Com informações da Agência Brasil

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