Imagens impressionantes de satélite feitas do espaço mostram uma grande quantidade de lava solidificada nas proximidades da pequena cidade de Grindavik, na Islândia. O local foi palco de duas erupções vulcânicas em menos de um mês.

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Lava pode ser vista do espaço

As imagens de satélite foram tiradas em 27 de janeiro deste ano pela missão Copernicus Sentinel-2 da Agência Espacial Europeia (ESA). Elas mostram manchas escuras de lava solidificada perto de Grindavik, na Península de Reykjanes. A área se destaca em função do contraste da neve no local.

O satélite Copernicus Sentinel-2 da ESA já havia capturado sinais infravermelhos de fluxos de lava ativos em 17 de janeiro. Na época, as imagens apontaram que a lava continuava se aproximando da cidade.

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O magma continuou a se acumular desde a última erupção, causando preocupações de que novas fissuras possam se abrir, segundo as autoridades islandesas. Modelos computacionais estão sendo atualizados para obter medições mais precisas da situação. As informações são da Space.com.

Neste momento, é desafiador determinar exatamente quanto magma se acumulou desde que a erupção terminou em 16 de janeiro. Os baixos níveis de atividade sísmica persistem e concentram-se principalmente em torno de Hagafell. A atividade sísmica atual se alinha com a observada na área após a erupção anterior.

Escritório Meteorológico Islandês, em comunicado

Veja abaixo a foto tirada do espaço:

Foto mostra contraste da neve com a lava solidificada (Imagem: Dados do Copernicus Sentinel (2024), processados pela ESA, CC BY-SA 3.0 IGO)

Intensa atividade vulcânica na Islândia

  • Já foram cinco erupções em território islandês em quase três anos.
  • As duas últimas ocorreram em 18 de dezembro de 2023 e em 14 de janeiro de 2024.
  • Por conta disso, Grindavik chegou a ser esvaziada em 11 de novembro.
  • Na oportunidade, os moradores puderam voltar para suas casas no dia 22 de dezembro, antes de serem removidos do local mais uma vez.
  • Após a primeira erupção, muros foram construídos ao redor do vulcão.
  • O objetivo era que, em caso de novas atividades vulcânicas, a lava fosse direcionada para longe das casas.
  • No entanto, essas construções foram destruídas.
  • Uma das explicações para as várias erupções registradas no local é que a ilha da Islândia fica entre duas placas tectônicas: a norte-americana e a euroasiática.
  • Uma falha contorna a capital da Islândia, Reykjavik, e atravessa diretamente a península de Reykjanes, onde fica Grindavik.
  • No total, o país tem 33 vulcões, ou sistemas vulcânicos, catalogados como ativos.
  • Em média, ocorre uma erupção a cada quatro ou cinco anos em território islandês.